Boa Noite, terça-feira, 9 de março de 2010         
     
     
     
     
   
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  Foto: Márcio Dantas/ASN  
   
  Governador de Sergipe, Marcelo Deda e o deputado federal Albano Franco  
 
Marcelo Deda diz que Sergipe é o melhor local do Nordeste para abrigar central nuclear
 
 
 
Rio de Janeiro - Numa tentativa de pressionar o governo federal na disputa pela implantação do Complexo Nuclear do Nordeste, o governador de Sergipe, Marcelo Deda, visitou sexta-feira (5) as instalações da Usina Nuclear Angra 2, na Costa Verde fluminense, acompanhado de uma comitiva de mais de 30 pessoas, entre técnicos, secretários, parlamentares e jornalistas.
“Viemos aqui conhecer como é de fato uma usina nuclear, normas de segurança, a convivência com as comunidades. Saí confiante de que uma futura Central Nuclear em Sergipe será importantíssima para desenvolver nosso estado, além de alavancar o crescimento do país com a produção de energia limpa”.
O futuro complexo prevê a construção de até seis usinas nucleares para a região nos próximos anos, com investimentos estimados em R$ 15 milhões e promessas de gerar mais de mil empregos diretos. Estão na disputa pela sede das usinas os governos da Bahia, Alagoas, Sergipe e Pernambuco. Representantes dos governos de Alagoas e Pernambuco já estiveram nas usinas de Angra.
A escolha definitiva do estado que irá sediar a Central Nuclear do Nordeste será do presidente da República, mas é a Eletronuclear quem dará os subsídios técnicos do melhor local para a construção do complexo.
Deda defendeu que Sergipe é o melhor local para a instalação das usinas por ter ótimas condições técnicas, boa infraestrutura e por ser um estado carente de investimentos desse porte. “A geração de empregos para a região melhoraria de forma surpreendente os indicadores sociais. A população de Sergipe está preparada e ansiosa para receber um empreendimento importante assim.”
Para o governador a instalação de usinas nucleares não exclui outras matrizes energéticas nos estado. “Estamos já com um projeto de construção de um parque eólico no estado ainda para este ano em Santo Amaro das Brotas, ao norte de Aracaju, por exemplo. Buscamos um diálogo entre as diversas matrizes, que se complementam e aumentam a oferta de energia.”
Caso Sergipe seja o estado escolhido, Canindé do São Francisco, em Xingó, será o local de instalação do complexo. “Temos água abundante na região e também a Hidrelétrica de Xingó, que facilita as linhas de transmissão para o novo complexo energético, reduzindo muito os custos de implantação”, adiantou o governador que garantiu que o Rio São Francisco não seria prejudicado pela usina em suas margens. “Como vi aqui em Angra 2, a água utilizada na usina volta para o mar limpa como chegou. O mesmo aconteceria com as águas do São Francisco.” (Flávia Villela)
 
     
  Foto: Lúcio Telles  
   
   
 
Adutora do São Francisco amplia oferta de água na Grande Aracaju
 
     
 
Com investimento de R$ 127,7 milhões, recursos dos governos federal e estadual, a Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) ampliou em mais de 70% a oferta de água para a Grande Aracaju, graças à complementação da duplicação da Adutora do São Francisco. Com isso, a adutora passou a ter duas tubulações completas desde Propriá até Aracaju. Antes o sistema produzia 1.800 litros por segundo, agora são 3 mil litros por segundo.
Além da duplicação da adutora, que já está em funcionamento, a Deso estará colocando em operação uma estação compacta com capacidade para tratar 600 litros por segundo. Este equipamento, que foi totalmente recuperado, fica localizado na Estação de Tratamento João Ednaldo, em Nossa Senhora do Socorro. "Para recuperá-lo, a Deso investiu cerca de R$ 500 mil", informa o diretor de Operações.
Para o presidente da Deso, Max Montalvão, a complementação da duplicação da adutora é importante para a manutenção da qualidade de vida da população que vive na Grande Aracaju. "Além disso, a obra assume também um papel de destaque na geração de emprego e renda, porque o complexo industrial de Socorro é abastecido com água do São Francisco, assim como a Fábrica de Fertilizantes do Nordeste (Fafen) e a Companhia Vale do Rio Doce", afirma. Max faz questão de ressaltar a sensibilidade do governador Marcelo Déda que deu todo o apoio à diretoria da Deso para a realização das obras visando completar a duplicação da adutora.
De acordo com o diretor técnico da Deso, Juarez Carvalho Filho, a complementação da adutora do São Francisco também incluiu a aquisição e a instalação de quatro novos conjuntos moto-bombas para a captação de água e a automação do sistema. "Foram instalados sensores ao longo da adutora, o que vai economizar tempo e sanar o problema do desperdício de água.
Outro diferencial na obra de duplicação foi a utilização de tubos de aço em alguns trechos. Apesar do custo ser maior em relação aos tubos de ferro fundido, os de aço garantem maior durabilidade ao Sistema. No trecho de Muribeca a Capela, por exemplo, 4.176 metros da tubulação são de aço. Além de mais resistente, eles têm 12 metros de comprimento, enquanto que os de ferro fundido têm 7 metros. Esse tamanho maior reduziu gastos com a soldagem do material e contribuiu para agilizar a conclusão da obra.
Fim dos rodízios - No ano passado a Deso teve que fazer rodízios porque o rio Poxim praticamente secou no verão. Como a produção da Adutora do São Francisco não era suficiente para suprir essa carência, a Deso recorreu ao rodízio. Agora, mesmo que se repita o que aconteceu com o Poxim, Aracaju terá água suficiente da Adutora do São Francisco para abastecer a zona norte, Socorro, Barra dos Coqueiros e as áreas atendidas pelo Poxim.
A transferência de água para a estação de tratamento do Poxim foi viabilizada pela atual administração da Deso, que construiu uma adutora de 5,5 quilômetros interligando os Sistemas Norte e Sul. Quando a Barragem do Poxim estiver pronta e em operação, essa adutora que interliga os dois Sistemas será usada para reforçar o abastecimento da Zona de Expansão da capital.
A Adutora do São Francisco completa 27 anos de funcionamento. O sistema foi construído pela Petrobras no final da década de 1970 e início da de 1980 com o objetivo de abastecer a Fábrica de Fertilizantes do Nordeste, em Laranjeiras, e a extinta Petrobras Mineração S/A (Petromisa), hoje Vale do Rio Doce, responsável pela extração de cloreto de potássio em Rosário do Catete. "É importante dizer que de lá pra cá a Grande Aracaju tem crescido muito e tem precisado, portanto, da ampliação do fornecimento de água para abastecer a população e atender ao crescimento do comércio e do setor industrial", revela Max Montalvão.
     
     

 
 
 
   
   Data: 08/03/2010
 
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